Terroristas Sociais

Setembro 28, 2007

Santana

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Não se trata de um político do meu agrado, principalmente por ser político, mas nesta situação, até que nem esteve nada mal.

Setembro 21, 2007

Sex in the City

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Esta semana, devido a algumas “conversas de mulheres”, senti a necessidade de escrever um artigo com extremas semelhanças aos de Carrie Bradshaw na série televisiva Sex in the City. Neste momento só me falta o copo de vinho tinto e o maço de Marlboro Lights.

Falava há alguns dias com uma amiga sobre as várias banalidades do dia-a-dia, quando, como é de calcular, a conversa virou para a velha questão: “E então? E Homens? Como é que vai isso?”.

A resposta, ou a falta dela, fez-me tomar consciência que já há muito tempo que as relações entre os sexos estão numa fase muito diferente. Na actualidade, ninguém sabe dizer que tipo de relação é que tem.
Tem-se um alguém com quem se pratica as cambalhotas, mas ninguém sabe dizer se é uma amizade colorida, se é um namoro, …, sabe-se só que é uma outra coisa qualquer.

Eu lembro-me que no passado, no início das minhas relações, o homem tentava seduzir-me. Ele levava-me a jantar fora, quando saíamos juntos ia buscar-me a casa, telefonava-me no dia seguinte… com o desenvolvimento da relação, conhecia-se os amigos, passava-se o serão a ver um filme com um balde pipocas, faziam-se escapadelas de fim-de-semana, …

O que é que se passa na actualidade? Telefona-se quando se tem tempo para dar uma cambalhota, e volta-se a ligar quando se tem novamente tempo para mais uma “suadela a quatro joelhos”.

Chegamos a um ponto onde o papel clássico do homem é interpretado pela mulher. É ela que telefona. É ela que o convida para sair. Passou a ser normal ser ela a ir buscá-lo a casa, a pagar as contas, a levá-lo a um local especial… É raro, na actualidade, um homem tomar uma destas iniciativas, usando muitas vezes como argumento a igualdade de oportunidades entre os sexos para deixar essas funções à responsabilidade da parceira.

Mas porque será que isso acontece? Será que o esforço que nós, mulheres, fizemos pela conquista da nossa independência e pela igualdade de oportunidades está a sabotar a sedução das relações? Porque é que nos contentamos com tão pouco? Será que é esse pouco exactamente o que queremos? Será que a facilidade com que se consegue trocar de parceiro faz com que não se de valor àquele que se tem? Ou será que o desleixar masculino fez com que as mulheres passassem a considerar uma relação séria a dois, como não valendo a pena?

Coloco a possibilidade de actualmente não sabermos os limites. Ninguém quer ver: o seu interesse em alguém confundido por carência, a sua disponibilidade por falta do que fazer, o seu gosto em oferecer por pagamento pelo sexo. Onde é que está essa tabela que limita cada uma das atitudes e nos protege de fazermos figurinhas tristes?

 

Eu vou ser honesta, não sei dizer se o facto de não ter namorado resultado de estar no bom caminho para me transformar numa “cabra”, desta nova postura, de já não saber estar numa relação ou de ter um radar avariado e fora da garantia. Há que esperar pelos próximos capítulos.

Setembro 14, 2007

Teresa Guilherme

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Setembro 7, 2007

noção de recém-licenciado

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Vamos lá começar pelo princípio.

 

Olá a todos! Bem vindos de volta. As férias foram boas apesar do clima de verão ter passado ao lado, mas muito ao lado.

 

Pois é, cá estamos nós no início de mais um ano escolar, e como já devem estar a calcular, o assunto quente do momento são as colocações de docentes. Eu como o sinto na pele, dou-me o direito de falar abertamente sobre esta questão, apesar de correr o risco de ser considerada pelo ministério, e por todos os Directores das Direcções Regionais de Educação, como uma traidora da nação que merece ser corrida à patada de Portugal depois de ter levado um banho de alcatrão e penas.

 

Por esta altura já devem ter adivinhado que ainda não fui colocada. Pois é verdade, e tal como eu, mais 48957 colegas ainda não tem um lugar atribuido. Mas a população pode estar tranquila, não se trata de um problema. Temos que ter em conta a informação passada pelo governo de que os colegas a quem não foi atribuido um lugar são recém-licenciados. (Não me tinha apercebido que saiam quase 50000 novos colegas todos os anos. :S)

 

Eu como até sou uma pessoa possitiva, vejo o lado bom desta informação. Estão a dizer que eu sou recém-licenciada, então quer dizer que eu fiz uma viagem no tempo e sou de novo uma rapariga de 21 anitos (muito melhor que o botox) e que os colegas que tinham mais tempo de serviço que eu deixaram de o ter, contando agora só a média e a idade. Isso é muito bom, assim passo à frente de muita boa gente. Claro que também tem o lado negativo da medalha, visto que agora os alunos saem dos cursos com as notas inflaccionadas, vou ser ultrapassada por esses pirralhos que nem o nome sabem escrever, mas que por alguma alma milagrosa (mais conhecida por propinas que mantem os estabelecimentos do ensino superior público) conseguem acabar os cursos com médias de 16, 17 e 18 valores.

 

Para que não haja confusões nessas cabecinhas relativamente ao que eu quero dizer, eu vou exemplificar com a minha situação. Eu tenho 2191 dias de tempo de serviço docente prestado, acabei o curso com a classificação de 15 valores, neste momento concorro com uma graduação profissional de 21,003 valores e PARA O NOSSO GOVERNO EU SOU UMA RECÉM-LICENCIADA.

 

E nada disto me aborreceria se as pessoas pensassem, mas a única coisa que o português ouviu foi: “Os Docentes que não foram colocados são recém-licenciados”, e com esta frase ficaram satisfeitos. “É MUITO BOM VIVER EM PORTUGAL”

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