Terroristas Sociais

Junho 29, 2007

Só ou acompanhado?

Arquivado em: Febre de Sexta-feira, feitios, sociedade, touro — evasofia @ 8:00 am

Já alguns cronistas de revistas falaram sobre este assunto: o viver só ou acompanhado. Pois agora é a minha vez de divagar sobre este assunto.
Quando eu era catraia, já batia o pé de convicção: “Eu vou crescer, vou ter a minha casa, vou viver sozinha e vou ser mãe solteira!”.
Pois neste momento três em quatro objectivos estão cumpridos.
O primeiro foi muito fácil de conseguir, fez parte do processo normal de desenvolvimento, acrescentei mais duas dúzias de centimetros ao meu tamanho, algumas curvas ao corpo… e cá estou eu no meu estado actual. Em relação ao segundo, a “brincadeira” começou à aproximadamente quatro anos, quando meti na cabeça a ideia de comprar casa. E como verdadeira toura, uma vez que tinha a ideia em mente, tive de a cumpri acabamos por não dar importância às manias do Manel e da Maria, e sabemos o que queremos.
Portanto o viver só ou acompanhado resume-se a capacidade que cada um tem de regressar a casa, enfrentar-se e não se assustar com o que econtrar.r, e assim foi. Depois de ter visto algumas casas, optei por uma ainda em construção e com uma vista fabulosa da costa. Ano e meio depois estava a mudar-me para a minha choupana. Não vou mentir e dizer que desde então tenho os vivido sozinha. Passado um ano partilhei os meus aposentes durante alguns meses até que se deu o “divórcio”. Desde então já fez um ano em que sou a única pessoa com a chave da caixa do correio.
Quanto ao quarto bate pé, sou a mãe solteira dos meus cactos, palmeiras e toda a restante vegetação que habita a minha varanda.
Portanto agora coloca-se a questão:” Só ou acompanhada?” Vamos tentar descobrir os vários anglos da questão.
Viver sozinha é bom! Faço o que quero quando quero e como me der na real gana. A roupa para lavar vai continuar no cesto da roupa e ninguém dirá o que quer que seja sobre o assunto. A cama pode ficar por fazer o dia todo que ninguem irá saber. Comprei pratos, copos, talheres, … os suficientes para uma semana e para encher a máquina (não há muita paciencia para lavar um pratito de cada vez, mas não é por isso que se desperdiça água). Tenho o poder total sobre o comando da televisão do quarto, sobre o da televisao da sala não, porque não sei onde é que o sacana se foi esconder, já há quatro meses que está desaparecido, se alguém encontrar um comando cinzento da sony é favor contactar-me.
Por outro lado, por vezes não há a vontade de regressar a casa, onde não há com quem falar, ou com quem ver um filme ou com quem jogar scrable. E quando falo em jogar scrable, falo no jogo e em todas as outras coisas que podem passar pela cabeça… :D
Portanto vai-se tomar um cafe com os amigos, faz-se uma visita aos “velhotes”, liga-se a um amigo com o qual não se fala ha já demasiado tempo, e por fim aprende-se a estar bem sozinhos, pois temos imenso tempo para pensar em todos os defeitos que nos fazem como pessoa. E quando menos contarmos, damos por nós no meio de uma quantidade incrível de pessoas sem sentirmos a menor necessidade de estar com elas. Dámos valor aos nossos familiares e amigos, acabamos por não dar importância às manias do Manel e da Maria, sabemos o que queremos e perdemos o travão na língua, os outros que desenvolvam o poder de encaixe).
Portanto o viver só ou acompanhado resume-se a capacidade que cada um tem de regressar a casa, enfrentar-se e não se assustar com o que encontrar.

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