Terroristas Sociais

Fevereiro 26, 2007

da Fama

Arquivado em: MACacada, Oh não, é Segunda, fama, podcast — David Rodrigues @ 8:06 am

A Fama o que é? É ser reconhecido na rua? É ser admirado? Ou é apenas uma situação em que alguns manipulam para ter exposição mediática? Afinal a fama é o quê? Um produto irracional que os média exploram para conseguir audiências? Ou o reconhecimento efectivo das capacidades de alguém naquilo que faz e que faz bem?

Eu nunca fui famoso, nunca procurei a fama, e sempre fugi aos protagonismos gratuitos, mas a verdade é que aconteceu-me um dia destes uma situação estranha. Estava a tomar café com uma colega de trabalho, quando um tipo novo se aproximou da mesa e pedindo mil desculpas por interromper se sai com um:

“Olha lá, tu fazes um podcast não fazes? É que eu ia aqui a passar e reconheci-te e não podia deixar passar a oportunidade de te vir falar”

Foi uma sensação estranha, alguém vir falar connosco por causa de um vídeo onde nos viu a falar. A conversa depois continuou relativamente informal e a verdade é que o “fã”, se lhe podemos falar assim não me queria matar, nem sequer um autógrafo. Queria apenas incentivar-me e dar os parabéns pelo trabalho que tenho vindo a fazer na MACacada. Agora isto não deixa de ser estranho. Foi a primeira vez que tomei consciência que o trabalho chega a alguém. É verdade que temos as estatística e elas provam que alguém ouve e vê, e os emails dos ouvintes tem sido espectaculares, mas desta vez, foi o reconhecimento público na rua, num encontro casual, que me chocou. Não estava preparado para isso.

E isto leva-me de volta ao primeiro parágrafo? O que é isto? Não é fama concerteza. O tipo nem sabia o meu nome… apenas me reconhecia dos vídeos. Mas é exposição. E acima de tudo é uma sensação de insegurança. Percebemos que tudo afinal é tão pequeno e que não nos podemos esconder. Mas essa participação social (ou fama) é o sal da nossa vida, ou então teríamos que ser ermitas perdidos algures numa serra do interior.

E assim começa mais um podcast, campista.

Fevereiro 23, 2007

Porque hoje é sexta

Arquivado em: Bola de cristal, Febre de Sexta-feira, anos 80, música — evasofia @ 8:00 am

Porque hoje é sexta e por mais nenhum motivo em especial, vamos falar de um assunto animado para o fim de semana: Bolas de Cristal.

Regressamos aos anos 80 onde qualquer disco, digna desse nome, tem a sua bola de cristal em permanente rotação no meio da pista de dança. Muitas vezes não havia sequer um espaço de disco, bastava uma garagem, desde que estivesse presente a já referida clássica, cerveja, droga, e muita música.

E porque veio este tema a baila…

Estando à cerca de meia dúzia de dias na casa dos meus pais, aproveitei para fazer um zap na televisão (na minha casa só há os 4 nacionais e há que aproveitar estas visitas à família para verificar se a programação dos outros canais continua a mesma ou se, por alguma queda de um Santo do altar, surgiu algo novo e interessante). Heis que chego ao canal VH1 e estão a transmitir o top 100 da música dos 80 (os eighties). O zap parou. Eu cresci a ouvir aquelas musicas, era bem chavalita, mas recordava-me de todas.

Thriller de Michael Jackson (na altura em que a maioria do seu corpo era realmente dele), Like a Virgin de Madonna, Another One Bites the Dust dos Queen, Turning Japanese dos The Vapors, 9 to 5 de Dolly Parton, Our House dos Madness, Girls Just Want to Have Fun de Cyndi Lauper, Karma Chameleon dos Culture Club, Footloose de Kenny Loggins, Jessie’s Girl de Rick Springfield, Hungry Like the Wolf dos Duran Duran, Come on Eileen dos Dexy’s Midnight Runners (os gajos de jardineiras de ganga), Shout dos Tears for Fears, Take on Me dos a-ha, We Built This City dos Starship, What You Need dos INXS, Walk This Way dos Run-D.M.C. em parceria com os Aerosmith, Rock Me Amadeus de Falco, Video Killed The Radio Star dos Buggles, Let The Music Play de Shannon, Shout dos Tears For Fears, Tainted Love dos Soft Cell, Rock The Casbah dos The Clash, She Sells Sanctuary dos The Cult, Boys Don’t Cry dos The Cure, Don’t go dos Yazoo, Relax dos Frankie Goes To Hollywood, Wake me up before you go-go dos Wham! (na altura ja tinha pinta de gayzola…), Kiss de Prince, It’s raining men das The Weather Girls (verdadeiras meninas de peso), Uptown girl de Billy Joel, Kids in America de Kim Wilde, Every Breath You Take dos The Police, Red Red Wine dos UB40, Let’s Dance de David Bowie,… é melhor parar por aqui, mas já dá para ter uma ideia da quantidade de música que havia e que ainda hoje se toca em festas e bares. Música que quando se ouve, se sente que os músicos estavam a curtir o som, a divertir-se.

Fevereiro 19, 2007

E agora para algo de novo… e desejável.

Arquivado em: Oh não, é Segunda, vídeo — David Rodrigues @ 8:00 am

Para não estragar a surpresa de ver o vídeo e atendendo a que depois dos mestres nada há para dizer, aqui me retiro até à próxima semana…

E assim vai mais um email, campista.

Fevereiro 16, 2007

Star Wars – Episode VII: The Exhibition

Arquivado em: Cum Caneco, Exponor, Febre de Sexta-feira, Guerra das Estrelas, Star Wars — evasofia @ 8:00 am

George Lucas realizou o sétimo filme da saga Star Wars. The Exhibition. Esteve patente até ao dia 15 na Exponor – Porto.

Eu estava a tentar levar isto para a brincadeira, mas não consigo… A exposição que esteve patente na Exponor foi uma mer**, devem ter enviado para lá as sobras das outras exposições. Mas eu relato todo o processo até chegar a esta conclusão:

Quarta dia 7, numa conversa entre amigos fico a saber que a exposição está na Exponor (parecemos um grupo de putos que são acenados com um rebuçado) e começamos a fazer planos de vê-la no fim-de-semana.

Quinta dia 8, procuro na Internet mais informação sobre a exposição e envio aos meus amigos:

2 Fevereiro a 15 Abril STAR WARS
Yoda, Luke Skywalker, Princesa Leia, Padmé, Obi-Wan Kenobi, R2-D2, C-3PO e Darth Vader, entre tantos outros personagens da Guerra das Estrelas.
Pavilhão 7
Exponor – Feira Internacional do Porto
10h00 – 19h00 (encerrado as segundas-feiras)
Preços dos Bilhetes Até 3 anos: Grátis
de 4 a 7 anos: 5€
mais de7anos: 10€

Começam a alinhavar-se os detalhes…

Sexta dia 9, combinamos sair no dia seguinte as 14. Das 15 às 19 teremos quatro horas para vermos calmamente todas as miudezas da exposição.

Sábado dia 10, os “putos” estão em pulgas, mais 3 juntam-se ao grupo e lá vai o comboio de naves intergaláticas a caminho do Porto. Eu vou ao comando da Imperial Star Destroyer orientando os B-Wingstarfighter numa viagem tranquila.

14:45 na bilheteira: Funcionário: Bilhetes?
……………………………..Nós: Não, queremos um café para cada…

14:50 passamos pelo Hyperspace Transport Ring e encontramo-nos frente a frente com um Darth Vader e dois (míseros) clones, os três alérgicos a fotografias tiradas pelo povo a não ser que se fizesse um donativo de 5€ à menina com máquina fotográfica, nesse momento a alergia passava com um simples atchim.

Começamos a percorrer os vários episódios da saga, algumas maquetas, roupas e modelos, guardados dentro de vitrinas que estragavam qualquer fotografia devido ao reflexo. Finalmente encontramos um Darth Vader que não se mexia (fixe, este não vai poder fugir à fotografia), mas estava exposto em frente a uma tela negra para que as fotografias ficassem uma grande mancha negra (esta organização é mesmo sacana). Podemos ver, no centro do pavilhão, duas naves utilizadas no primeiro episódio pelo Anakin nas corridas.

Nisto, são 16 horas e já nos encontramos em frente da barraquinha do merchandising. Fora da exposição. Mas… mas… mas… é só isto????? Não é suposto haver muito “lixo” relacionado com a Guerra das Estrelas???

Resumo: A exposição não vale os 10€, chega-se ao fim com a sensação de “coube na cova do dente”, poucos figurinos a interagir com os visitantes (lembro, eram só os três alérgicos). Pontos altos: a compra dos bilhetes, os cotonetes coloridos na maqueta da plateia no início da exposição (bom efeito visual, como enganar a mente), as naves de corrida, e a barcaça do Jabba the Hut em Lego exposta na barraquinha do merchandising.

Jabba's sail barge

Fevereiro 12, 2007

O dia depois

Arquivado em: Oh não, é Segunda, aborto, ivg, portugal, referendo — David Rodrigues @ 8:00 am

Quando estava a pensar no que seria a crónica de segunda feira, pensei em não falar do tema quente do fim de semana. Mas depois achei que seria impossível não falar do assunto, porque já pelas 11 da noite de ontem, ao ver os vídeos do site da RTP, não pude deixar de reparar numa coisa que me preocupou.

Pior que em qualquer eleição legislativa, os partidários da parte derrotada, apesar da mesma, continuaram a afirmar uma postura de intransigência e afastamento da realidade. Como se o resultado não fosse importante, porque era contrário às suas opiniões e crenças. Fizeram-me lembrar algumas ditaduras onde se faziam eleições e caso os resultados não fossem do agrado do ditador, atiravam-se as urnas ao rio.

Mas ontem marcou também o início de uma nova era para Portugal. Uma era em que as pessoas, associadas em grupos de apoio, conseguem levar avante alguma ideia que tem para o progresso do país.

Até ao momento ambos os referendos feitos não provocaram mudança. Em ambos tudo ficou na mesma. (É mais fácil manter que mudar). Ontem pela primeira vez a maioria dos portugueses decidiram mudar, pelas suas próprias mãos e meios. Nos primeiros dois referendos, as vitórias do não, disseram aos políticos “não façam nada”. Desta vez a coisa muda de perspectiva. Agora a maioria da população disse “Façam isto”. O poder que está associado a uma ordem deste tipo é muito superior que apenas diz apaticamente para se manterem imutáveis. Resta agora saber se os nossos políticos vão ter a capacidade para lidar com este poder que a população portuguesa adquiriu pelo voto e se vão ser capazes de perceber que tem que apresentar resultados. E agora vão passar a ter muito mais cuidado com os referendos que fazem.

O povo português percebeu que afinal o referendo pode servir para modificar o mundo e que o investimento pessoal em determinados projectos colectivos pode dar, e no fim acaba por dar, resultado. Para bem da figura do referendo, da modernidade e do país, tudo correu bem.

Assim começa uma nova Era, campista!

Fevereiro 9, 2007

My Inner Dog

Arquivado em: Febre de Sexta-feira, Yin & Yang — evasofia @ 8:00 am

Quando somos catraios, ouvimos os famosos contos dos irmãos Grimm e do Andersen, contos onde as personagens ou são boas ou são más.

Crescemos a acreditar que temos de ser bons e que temos de retirar da nossa personalidade qualquer característica negativa ou que socialmente não seja considerada honrosa. (Maldita cultura ocidental).

Pois eu sou apologista da cultura oriental, onde não há quem seja unicamente bom ou unicamente mau. Todas as coisas podem ser ao mesmo tempo boas ou más, com efeitos relativamente benéficos ou deletérios, os quais dependem unicamente do seu dualismo relativo. Yin-Yang representam a singularidade e a complexidade das coisas interdependentes e interactuantes. Yin é o princípio passivo, feminino, noturno, escuro, frio; e Yang, o princípio activo, masculino, diurno, luminoso, quente.

claro e escuro

Para a filosofia Taoista, Yin caracteriza toda a inactividade e Yang todos os princípios activos da existência. A teoria de Yin-Yang representa a lei universal governando os mundos material e imaterial. Tudo o que estiver relacionado com Yin-Yang implica indivisibilidade, interdependência e interrelacionamento. Yin e Yang são simultaneamente antagónicos e sinérgicos, não podendo contudo existir isoladamente. Os opostos complementam-se, positivo não é bom ou mau, é apenas o oposto complementar de negativo.

E agora deixo-vos com este pequeno conhecimento, e pode ser que durante o fim-de-semana, cada um faça uma pequena reflexão e “get in touch with my inner dog”.

Fevereiro 5, 2007

Silêncio…

Arquivado em: Oh não, é Segunda — David Rodrigues @ 8:00 am

Oh Não, é Segunda, outra vez!

Há semanas que passam com um velocidade estonteante. Esta passou-se sem que fosse possível perceber por onde escoaram todos os minutos que a compuseram. (Ou compõe? É que se o tempo é relativo, não deviam também ser relativos os tempos verbais? E a gramática toda já agora?)

Há muitas formas de lidar com os stresses do dia a dia, uns viram-se para o fen shui, outros para o Golf. Alguns até casam. Eu depois desta semana que passou e para relaxar o suficiente para iniciar uma semana em beleza, não vos maço mais, digo-vos apenas que gostaria de passar um ano aqui:

E assim começa mais uma semana, campista! Em sossego.

Fevereiro 2, 2007

O Pirilampo dá mais luz

Arquivado em: Cum Caneco, Febre de Sexta-feira, politiquices, portugal — evasofia @ 8:00 am

Este governo que nos ilumina o caminho, que nos abre as portas para um futuro risonho, para uma vida de qualidade, para o bem estar social… Lamento ter de dizer, mas o Pirilampo Mágico dá mais luz apesar de só ter a ponta do corno fluroscente e não ter dedos para caregar no interuptor da luz.

Mas não é isto que me traz cá hoje. Há outros assuntos que me causam azia no estomago.

Ultimamente tenho recebido no minha caixa de correio electronico, mensagens de aviso em relação às fiscalizações nas operações STOP, com especial atenção, as cópias de cds. “Se os CDs não forem originais ou então se não possuímos o original que deu origem á cópia, (é permitido por lei efectuar UMA cópia de segurança), a viatura pode ser apreendida e sujeitamo-nos ás respectivas sanções“. Mas um último mail que recebi vai mais longe e fala-me de fiscalizarem a roupa que temos vestida “Nisto, chama uma mulher polícia para junto das minhas colegas e um outro polícia para junto de nós e .. PEDEM-NOS PARA VER A ETIQUETA DAS NOSSAS ROUPAS !!!!!“. Sendo isto verdade ou não, fiquei a pensar e não gostei do que me passou pela cabeça.

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