Quando é que se sabe que se atingiu o limite da paciência? Em que momento cai a gota com a qual esborda o copo? Que mau vento é esse que transforma um céu limpo em nuvens negras, preparadas para trovejar?…
Quais são os indícios que nos fazem acreditar que este Estado não merece ter as massas cinzentas a trabalhar para ele? Que a nossa carreira desenvolveria muito mais se estivéssemos no estrangeiro? Que esta quinta rural plantada na esquina da Europa, não passa da zona balnear dos ingleses?
Qual será o momento em que escolhemos finalmente dar uma utilidade ao diploma e usá-lo para acender a lareira numa noite de Inverno? (para limpar o cu não dá, o papel é duro, para essa função existe a secção da política nacional dos jornais, pelo menos estamos a ca*** para eles).
Negativa??? Eu??? Não! Só gasto toda a minha energia positiva com as ofertas de escola para as quais não envio presunto.
mas aqui já ninguém tem paciência.. é por isso que isto anda como anda
Comentário por charli — Janeiro 15, 2007 @ 9:13 pm |
Concordo plenamente contigo. Apesar de não ter tido a má sorte de concorrer às ofertas de escola, começo a atingir o meu limite. O Estatuto da Carreira Docente foi aprovado, à excepção de alguns artigos. Só não entendo é como tiveram a “lata” de manter a designação de Estatuto. Sim, porque de estatuto já nada tem. Além do clima temperado e solarengo, já não vejo nada de positico nesta quinta à beira-mar. Começo a baixar os braços e a desistir de lutar contra tanta ignorância. Há pessoas que sonham com uma máquina do tempo para poderem visitar o passado. Meus amigos, basta visitarem Portugal e entram imediatamente na idade da pedra.
Basta ver os australophitecus que temos como governantes.
Começo a olhar para além da quinta, em busca de um ar puro, que este aqui já me empesta a alma.
Comentário por Velveteen — Janeiro 21, 2007 @ 4:11 pm |