Se há coisa boa é fazer uma viagem de Natal em direcção à familia e depois de 4 horas a conduzir, ao subir as escadas de casa, sentir aquele cheiro a vinho morno e canela… Hm… Delicioso.
Bom Natal para todos.
Rabanadas de Vinho
Ingredientes:
Cacete especial
Vinho verde tinto
Canela a gosto
Açúcar a gosto.
Limão a gosto
Ovos q.b
Óleo q.b.
Corta-se o pão de cacete em fatias, da grossura de um dedo.
Põe-se ao lume um tacho com vinho levemente açucarado e um pau de canela.
Logo que se principie a ferver, passam-se as fatias de pão pelo vinho quente, deixando-as amolecer um pouco (atenção para não partirem). Passam-se nos ovos batidos e fritam-se em óleo a ferver de modo a ficarem douradas. Colocam-se no prato em que vão a servir e regam-se com um calda de açúcar em ponto não muito alto, com um pau de canela e um pouco de casca de limão. Em vez desta calda, pode optar apenas por polvilhar as rabanadas de vinho com açúcar em pó e canela em pó.
E assim começa a última semana do ano, campista!
Nem sempre é fácil perceber o que nos rodeia, mas quando estamos a viajar pelo Alentejo a 160 Km/h a planície e as longas rectas permitem ter uma percepção da realidade diferente do normal. Há tempo para ver corujas moribundas, vacas pachorrentas e porcos pretos que dão uns presuntos bestiais. E tudo parece correr devagar sem haver propriamente um destino ou um objectivo.
Tudo é de certa forma intemporal e está ali a menos de 60 minutos de distância. Curiosamente o Alentejo que está aqui tão perto é tão esquecido e parece ser um grande labirinto para aqueles que apenas querem chegar a uma terra de mouros, lá para o sul, onde dizem que as águas são quentes e os ingleses simpáticos… pelo menos quando estão com o teor alcoólico acima do permitido por lei.
Mas a 160Km/h não se consegue ouvir o que vai lá fora, o ar condicionado do carro vai no máximo que o gelo é agreste e o verde(Sim, o VERDE) invade-nos a visão pela janela. Por isso ficamos a pensar porque se caracteriza esta terra de árida e de ocre? Onde? apenas o verde. Até enjoa.
Por outro lado o Alentejo deixa de ser interessante a partir do momento em que nos aproximamos de Lisboa. A confusão aumenta, os gajos que passam por nós levam a música nas alturas, começa-se ao longe a ver o castelo de Palmela e e pouco mais à frente os 160Km/h passam a 10cm/h… 12 Km de bicha para a ponte 25 de Abril… F***-se o Alentejo que não tem culpa nenhuma e que afinal até não é ocre ou castanho ou amarelo mas Verde.
E assim começa mais uma semana, campista!
66% dos portugueses são MERDA
Pierre de Fermat foi um génio da matemática e também um juiz francês que viveu durante o século XVII. Um dos seus problemas e talvez um dos mais famosos da matemática, que só em 1995 foi demonstrado, é o chamado último teorema de Fermat em que Fermat diz que nenhuma potência maior que dois pode ser decomposta na soma de duas parcelas de igual potência. Ou seja:
an=bn+cn
Onde para n>2 é impossível que a, b e c sejam inteiros maiores que zero.
Este problema simples que qualquer estudante de escola preparatória percebe mal estude o teorema de Pitágoras, revelou-se um dos maiores quebra cabeças da matemática dos últimos séculos. Mas tem uma lição intrinseca. Por vezes a verdade mesmo que inacessível, existe e não se pode fugir dela, mesmo que a ciência ainda não a tenha provado, ou sequer estudado. E uma verdade é que o Homem tudo fará para se tentar aproximar dessa verdade, mesmo que por vezes crie outras que não o são. Mas sempre tentarão lá chegar.
E assim começa mais uma semana, campista!